Split Payment do IBS/CBS: O que sua empresa precisa fazer AGORA para evitar surpresas em 2027
Split Payment (IBS/CBS) chega em 2027. Empresas devem se preparar já para evitar impactos no fluxo de caixa, custos de adaptação e novas obrigações acessórias.
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- Lei Complementar 207/2024

Resposta direta
Split Payment (IBS/CBS) chega em 2027. Empresas devem se preparar já para evitar impactos no fluxo de caixa, custos de adaptação e novas obrigações acessórias.
Perguntas-chave
- O que Split Payment muda na prática para o contribuinte?
- Como IBS afeta planejamento e tomada de decisão?
Split Payment do IVA Dual: O que muda no seu fluxo de caixa a partir de 2027
A Receita Federal confirmou: o Split Payment — mecanismo de recolhimento automático dos novos tributos da Reforma Tributária (IBS e CBS) — será implementado em etapas, começando de forma facultativa em 2027 apenas para transações B2B. A obrigatoriedade virá depois, mas empresas que não se prepararem agora podem enfrentar:
- Impacto no capital de giro: O recolhimento dos tributos ocorrerá no momento da liquidação financeira, reduzindo o prazo para aproveitamento de créditos do IVA Dual.
- Custos de adaptação: Instituições financeiras e ERPs precisarão ajustar sistemas para suportar a divisão automática de pagamentos (split), com investimentos estimados em infraestrutura e compliance.
- Novas obrigações acessórias: A não-cumulatividade plena exigirá controle rigoroso dos créditos tributários, sob risco de glosas pela Receita.
Cronograma e riscos: O que esperar das próximas fases
Segundo Marcos Hübner Flores, gerente do Projeto de Implantação da Reforma na Receita, o cronograma seguirá três etapas:
- 2027: Fase facultativa para B2B (transações entre empresas).
- Data indefinida: Obrigatoriedade para B2B, dependendo da maturidade do mercado.
- Fase final: Expansão para vendas B2C (consumidor final), sem previsão.
Flores alertou que a Receita não esperará 100% das instituições financeiras se adaptarem: a obrigatoriedade será acionada quando a maioria dos players estiver pronta. "Isso significa que empresas que deixarem para a última hora podem enfrentar gargalos técnicos e multas", explica.
Checklist para compliance: 3 ações urgentes
Para evitar surpresas, CFOs e contadores devem:
- Mapear o impacto no fluxo de caixa: Simular cenários com recolhimento imediato dos tributos (IBS + CBS) em todas as transações B2B.
- Revisar contratos com instituições financeiras: Verificar se os bancos e gateways de pagamento já estão desenvolvendo soluções para o split payment.
- Atualizar ERPs e sistemas de faturamento: Garantir que a infraestrutura suporte a divisão automática de valores (tributos vs. receita líquida) e a geração de relatórios para a Receita.
O que diz a Lei Complementar?
A implementação do Split Payment está prevista na Lei Complementar 207/2024 (antigo PLP 68/24), que regulamenta o IVA Dual. A norma estabelece que o mecanismo será gerido pela Receita Federal, com apoio do Serpro, e que as instituições financeiras terão papel central na operacionalização.
Nota do Editor: Empresas do setor de serviços, que historicamente enfrentam desafios com a não-cumulatividade, devem redobrar a atenção. O Split Payment pode agravar a complexidade no aproveitamento de créditos, especialmente em cadeias longas de fornecimento.


