Reforma Tributária: Como o IBS e o CBS Impactarão o Setor de Óleo e Gás a Partir de 2026

IBSAtualizado 07/05/2026, 15:35

Especialistas debatem no III Seminário de Tributação do O&G os riscos e oportunidades do IVA Dual para empresas do setor. Saiba o que muda no fluxo de caixa e compliance.

Resposta direta

Especialistas debatem no III Seminário de Tributação do O&G os riscos e oportunidades do IVA Dual para empresas do setor. Saiba o que muda no fluxo de caixa e compliance.

Perguntas-chave

  • O que IBS muda na prática para o contribuinte?
  • Como CBS afeta planejamento e tomada de decisão?

O Que Muda no Setor de Óleo e Gás com a Reforma Tributária?

Empresas do setor de petróleo e gás (O&G) enfrentam um cenário de transformação tributária sem precedentes com a implementação do IVA Dual — composto pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) —, além do Imposto Seletivo (IS). A transição, prevista para iniciar em 2026, exige adaptação imediata em fluxo de caixa, custos operacionais e obrigações acessórias, conforme discutido no III Seminário de Questões Tributárias Atuais na Indústria do Óleo e Gás, realizado nos dias 9 e 10 de abril no Rio de Janeiro.

Impactos Práticos para Empresas do Setor

  • Fim dos Regimes Especiais: O Repetro-Sped e o Repetro Industrialização, regimes tributários específicos para o O&G, serão gradualmente substituídos pelo novo sistema. A não-cumulatividade plena do IBS e CBS exigirá revisão de créditos tributários e readequação de contratos com fornecedores.
  • Fluxo de Caixa em Risco: A transição para o IVA Dual pode gerar descompasso entre créditos e débitos, especialmente em operações de longo prazo. Empresas devem mapear impactos em projetos de E&P (Exploração e Produção) e logística.
  • Novas Obrigações Acessórias: A Lei Complementar (PLP 68/24) prevê a criação de um Comitê Gestor do IBS, responsável por regulamentar a arrecadação e fiscalização. Empresas precisarão investir em sistemas de compliance para evitar multas por descumprimento.
  • Imposto Seletivo (IS):strong> Produtos como combustíveis e derivados de petróleo podem sofrer incidência adicional, elevando custos para distribuidores e consumidores finais.

Oportunidades e Desafios no Painel "O Lado Bom da Reforma"

No seminário, especialistas como Rodrigo Sartori Fantinel (membro do pré-Comitê Gestor do IBS) e Adriano Subirá (especialista em tributação do O&G) destacaram pontos críticos:

  • Simplificação vs. Complexidade: Embora o IVA Dual prometa unificar tributos (PIS, Cofins, ICMS, ISS), a coexistência com regimes estaduais e municipais durante a transição (2026–2033) pode gerar insegurança jurídica.
  • Créditos Tributários: A não-cumulatividade plena permite compensação de créditos, mas empresas devem revisar cadeias de fornecimento para maximizar benefícios.
  • Planejamento Tributário: A antecipação de cenários é crucial. Empresas que não se adaptarem podem enfrentar aumento de carga tributária efetiva em até 15%, segundo projeções do setor.

Próximos Passos para Empresas do O&G

Para mitigar riscos, recomenda-se:

  • Auditoria Tributária: Mapear impactos específicos por segmento (upstream, midstream, downstream) e simular cenários de transição.
  • Tecnologia e Compliance: Investir em softwares de gestão tributária integrados para lidar com as novas obrigações acessórias.
  • Engajamento com o Comitê Gestor: Acompanhar as regulamentações do IBS (PLP 68/24) e participar de consultas públicas para influenciar normas setoriais.

Conclusão: Preparação é a Chave

A Reforma Tributária não é apenas uma mudança de alíquotas, mas uma reengenharia de processos para o setor de O&G. Empresas que anteciparem ajustes em fluxo de caixa, contratos e sistemas terão vantagem competitiva. O seminário reforçou: o momento de agir é agora, antes da vigência plena do IBS e CBS em 2033.

Para mais detalhes sobre o seminário, acesse a programação completa.