Cashback na Reforma Tributária: Quem Realmente se Beneficia e Como se Preparar para o IVA Dual em 2026
Reforma Tributária 2026: Entenda o cashback, IVA Dual, ITCMD progressivo, cesta básica e imposto seletivo. Checklist de compliance para empresas.
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- Não-Cumulatividade Plena
- ITCMD
- Fundo de Compensação

Resposta direta
Reforma Tributária 2026: Entenda o cashback, IVA Dual, ITCMD progressivo, cesta básica e imposto seletivo. Checklist de compliance para empresas.
Perguntas-chave
- O que IBS muda na prática para o contribuinte?
- Como CBS afeta planejamento e tomada de decisão?
Cashback na Reforma Tributária: Quem Realmente se Beneficia e Como se Preparar para o IVA Dual em 2026
O Que Muda no Cashback do IVA Dual: Critérios, Alíquotas e Impacto no Fluxo de Caixa
Com a aprovação da Lei Complementar 224/2025 (regulamentação da Reforma Tributária), o cashback do IVA Dual (IBS + CBS) se torna uma das principais ferramentas de mitigação da regressividade tributária. Porém, ao contrário do que circula em redes sociais, não é um benefício universal. Entenda os critérios técnicos e como isso afeta sua estratégia fiscal:
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Elegibilidade Restrita:
- Famílias com renda per capita ≤ 0,5 salário-mínimo (R$ 706 em 2026);
- Inscritos no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais).
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Alíquotas de Devolução (IBS + CBS):
- Gás de Cozinha: 100% do CBS (federal) + 20% do IBS (estadual/municipal);
- Energia Elétrica, Água e Esgoto: 50% do CBS + 20% do IBS;
- Demais Bens/Serviços: 20% para ambos (CBS e IBS).
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Impacto no Setor de Serviços:
Empresas que atendem ao público de baixa renda (ex: varejo de alimentos, utilities) devem ajustar seus sistemas de compliance fiscal para:
- Identificar clientes elegíveis ao cashback (integração com bases do CadÚnico);
- Recalcular o preço final considerando a devolução parcial do IBS/CBS;
- Revisar contratos com fornecedores para evitar dupla tributação na cadeia.
ITCMD Progressivo: Como a Reforma Tributária Afeta Heranças e Doações (e Por Que a União Não Ficará com o Imposto)
A reforma não extingue o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), mas padroniza sua cobrança em todo o país. As mudanças, previstas na PLP 68/24, trazem desafios para planejamento sucessório e compliance:
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Progressividade Obrigatória:
Alíquotas escalonadas conforme o valor da herança/doação (ex: 2% até R$ 500 mil, 8% acima de R$ 2 milhões). Estados como SP e RJ já adotam o modelo, mas outros (ex: SC) terão que se adaptar.
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Mudança de Competência:
O imposto será recolhido pelo estado de residência do falecido (não mais pelo local do bem), exigindo revisão de estratégias de holding familiar e trusts.
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Doações do Exterior:
Ainda depende de lei complementar específica, gerando insegurança jurídica para ativos internacionais.
Cesta Básica e Imposto Seletivo: O Que Realmente Muda nos Custos para Empresas e Consumidores
Fake news desmentida: A isenção total do IBS/CBS para alimentos da cesta básica reduzirá custos para o consumidor, mas exige atenção dos setores de varejo e indústria:
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Impacto no Varejo:
- Redução de 10-15% no preço final de itens como arroz, feijão e leite;
- Necessidade de reclassificação fiscal de produtos (ex: sucos industrializados vs. naturais);
- Adaptação de sistemas de emissão de notas para aplicar alíquota zero.
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Imposto Seletivo (IS):
O "imposto do pecado" incidirá sobre:
- Bebidas açucaradas (refrigerantes, sucos artificiais);
- Cigarros e bebidas alcoólicas;
- Produtos poluentes (ex: plásticos de uso único).
Atenção: O texto da PLP 128/2025 ainda não define alíquotas específicas para refrigerantes, mas a OMS recomenda tributação de 20-50% sobre o preço final. Empresas do setor devem:
- Revisar margens de lucro;
- Preparar-se para litígios tributários (ex: definição de "bebida açucarada");
- Avaliar impacto na demanda (estudos mostram queda de 10-15% no consumo após aumento de impostos).
Benefícios Fiscais e Fundo de Compensação: O Que Permanece e O Que Acaba em 2032
A LC 224/2025 cria um fundo de compensação para preservar incentivos fiscais do ICMS até 2032, mas com regras rígidas:
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O Que Permanece:
- Zona Franca de Manaus (com ajustes);
- Incentivos para P&D e exportação;
- Regimes especiais para agroindústria e energia renovável.
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O Que Acaba:
- Benefícios não vinculados a investimentos produtivos (ex: reduções genéricas de ICMS);
- Incentivos estaduais que distorcem a não-cumulatividade plena do IVA Dual.
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Custos de Adaptação:
Estudo do Movimento Brasil Competitivo (MBC) estima economia de R$ 28 bilhões/ano com a simplificação, mas os primeiros 2 anos exigirão investimentos em:
- Treinamento de equipes (R$ 50-100 mil/empresa);
- Atualização de ERPs (ex: SAP, Totvs) para lidar com o IBS/CBS (R$ 200-500 mil);
- Consultoria especializada em recuperação de créditos do IVA Dual.
Checklist de Compliance: 5 Ações para Empresas se Prepararem para 2026
Com a entrada em vigor do IBS e CBS em janeiro de 2026, CFOs e contadores devem priorizar:
- Mapear a Cadeia de Fornecedores:
- Identificar quais fornecedores estão sujeitos ao Imposto Seletivo (ex: embalagens plásticas);
- Revisar contratos para incluir cláusulas de repasses de custos tributários.
- Revisar Classificação Fiscal:
- Atualizar NCMs e códigos de serviço para evitar glosas de créditos do IVA Dual;
- Treinar equipes para lidar com a não-cumulatividade plena (ex: créditos de serviços).
- Simular Impacto no Fluxo de Caixa:
- Usar ferramentas como Tax Modeler ou SAP Tax Compliance para projetar o impacto do IBS/CBS;
- Considerar a trava da alíquota do IVA (crescimento do PIB como gatilho para aumentos).
- Preparar-se para Novas Obrigações Acessórias:
- Implementar e-Social Tributário (previsão para 2027);
- Adaptar sistemas para emissão de notas fiscais eletrônicas com campos específicos do IBS/CBS.
- Revisar Estratégias de Planejamento Sucessório:
- Avaliar a criação de holdings familiares antes da entrada em vigor do ITCMD progressivo;
- Considerar doações antecipadas para aproveitar alíquotas atuais.
Conclusão: O Que Fazer Agora?
A Reforma Tributária não é apenas uma mudança de impostos, mas uma reengenharia dos processos fiscais das empresas. Os setores de serviços, varejo e indústria serão os mais impactados, com desafios que vão desde a gestão de créditos do IVA Dual até a adaptação a novas obrigações acessórias.
Próximos Passos:
- Participar de webinars técnicos (ex: "Como o IBS Afeta o Setor de Serviços");
- Contratar auditorias tributárias preventivas para identificar riscos de compliance;
- Acompanhar a publicação das normas infralegais (ex: regulamentação do Imposto Seletivo).
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