Agronegócio na Mira da Reforma Tributária: Como Recuperar Bilhões em Créditos Antes do IBS e CBS em 2026
Empresas do agro têm até 2025 para diagnosticar créditos tributários acumulados e evitar perdas com a transição para o IVA Dual. Saiba como agir.
Resposta direta
Empresas do agro têm até 2025 para diagnosticar créditos tributários acumulados e evitar perdas com a transição para o IVA Dual. Saiba como agir.
Perguntas-chave
- O que Reforma Tributária muda na prática para o contribuinte?
- Como IBS afeta planejamento e tomada de decisão?
O Que Muda em 2026: Fluxo de Caixa e Riscos de Compliance no Agronegócio
A transição para o IVA Dual (IBS e CBS), prevista na Lei Complementar aprovada em 2024, entra em vigor em janeiro de 2026 e traz uma janela crítica para o agronegócio: a recuperação de créditos tributários acumulados nos últimos cinco anos. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o setor pode deixar de recuperar dezenas de bilhões de reais em créditos de PIS, Cofins e ICMS se não agir até o fim de 2025.
Impactos Práticos: O Que Fazer Agora
- Diagnóstico Tributário Urgente: O IBPT recomenda que empresas iniciem auditorias especializadas ainda em 2025 para identificar créditos não aproveitados, especialmente sobre insumos como fertilizantes e sementes. A não-cumulatividade plena do novo sistema eliminará subjetividades, mas também extinguirá benefícios regionais e reduzirá créditos para serviços como frete.
- Prazo Legal: Créditos não recuperados até a transição poderão ser perdidos. A recuperação pode ser feita via administrativa (auditoria e homologação) ou judicial (em casos de contestação do Fisco).
- Custos de Adaptação: A padronização do direito ao crédito vinculará automaticamente a atividade econômica, exigindo revisão de contratos, logística e governança fiscal. Empresas que não se adaptarem enfrentarão aumento de carga tributária sobre serviços e perda de competitividade.
Setor em Risco: Por Que o Agro Precisa de Atenção Especial
O agronegócio responde por 35% do PIB do Paraná e movimenta R$ 155 bilhões anuais, mas 95% das empresas brasileiras pagam mais tributos do que deveriam. No agro, a complexidade dos regimes estaduais e o desconhecimento de incentivos fiscais agravam o problema. Com a reforma, créditos sobre insumos continuarão existindo, mas serviços como frete perderão benefícios, impactando diretamente o fluxo de caixa.
Estratégias de Compliance: Como Minimizar Riscos
- Governança Fiscal: Implementar processos para registro e aproveitamento de créditos, evitando perdas por falta de documentação.
- Revisão de Contratos: Adequar cláusulas a novas regras de creditamento, especialmente em operações interestaduais.
- Parcerias Especializadas: Contar com advogados tributaristas e contadores para mapear créditos e contestar glosas do Fisco.
Conclusão: Crédito Tributário é Capital — Não Desperdice
A reforma tributária é irreversível, mas a recuperação de créditos é uma oportunidade única para fortalecer o caixa e reduzir custos. O IBPT alerta: empresas que não se prepararem agora enfrentarão desvantagens competitivas e riscos de autuações. A recomendação é clara: inicie o diagnóstico tributário em 2025 e transforme créditos esquecidos em vantagem estratégica.
Para orientação personalizada, o IBPT oferece estudos setoriais e auditorias especializadas. Contato: (41) 2117-7333 ou [email protected].
Fontes originais:


